De izquierda a derecha: Los miembros de la UDI Pablo Longueira, Andrés Chadwick, Joaquín Lavín y Julio Dittborn, junto a Pinochet

A responsabilidade moral dos economistas

Por João Villaverde, doutorando em Administração Pública e Governo pela FGV-SP. Foi pesquisador visitante em políticas públicas na Universidade de Columbia (Nova York). É autor do livro “Perigosas Pedaladas: Os bastidores da crise que abalou o Brasil e levou ao fim o governo Dilma Rousseff” (Geração Editorial).

Qual é a responsabilidade moral de economistas que aceitam prestar serviços para governos populistas, ou, pior: com abjetas tendências autoritárias?

Este questionamento faz parte de um debate relativamente incomum na economia. De modo geral, o economista que trabalha para um governo desta estirpe calcula não existir um risco reputacional elevado: ele/ela apenas faz seu trabalho e pronto. Não importa o que o mesmo governo faz (ou deixa de fazer) com o meio ambiente, com a saúde, a ciência e a tecnologia. Não interessam as políticas públicas educacionais e o trato institucional, bem como os valores externados pelo chefe do Executivo. O economista se blinda: “estou aqui para fazer meu trabalho and that’s it”.

Recentemente, o professor visitante em Princeton, Marcelo Medeiros, pesquisador do Ipea e um dos grandes nomes a estudar o problema da desigualdade de renda no Brasil, tratou disso. Me chamou a atenção. Medeiros falava do “cupim que rói reputações” daqueles economistas que trabalham (trabalhavam?) no governo Bolsonaro sem compactuar com o caráter de suas políticas e dos valores professados pelo presidente.

Passei boa parte deste 2020 com este tema em mente, ainda que de forma difusa. Um dos principais “culpados” disso foi Binyamin Appelbaum, autor de um livro espetacular, The Economists’ Hour, que li ainda em fevereiro, na última viagem de trabalho que fiz – exatamente um mês depois de desembarcar de volta ao Brasil iniciei isolamento total.

Appelbaum conta de forma envolvente sobre a vida e a carreira dos economistas que moldaram a política econômica ocidental (notadamente dos Estados Unidos) na segunda metade do século XX.

Começando nos anos 1950, na academia ou mesmo na franja em órgãos da administração pública (como no Fed, onde os economistas e econometristas trabalhavam principalmente do porão na sede da instituição). Na década seguinte, esses economistas (como George Stigler, Milton Friedman e muitos outros e outras, protagonistas do livro de Appelbaum) passam a ocupar espaços crescentes no debate público, a partir de entrevistas a jornais e colunas em revistas semanais. Finalmente, nos anos 1970, esses economistas passam a ocupar espaços na administração pública direta… mas de outros países (como o Chile, sob a ditadura de Pinochet), enquanto que nos EUA chegam primeiro na área de regulação (aviação civil e depois telefonia). É nos anos 1980 que o domínio se completa, com a política monetária e a política econômica como um todo.

São vários os temas de interesse em The Economists Hour. Um deles é o capítulo em que Appelbaum narra em detalhes como se deu a relação entre economistas americanos e o governo Pinochet, instalado após o golpe de setembro de 1973 no Chile, e dos mesmos economistas americanos com o governo de Taiwan, na mesmíssima época. Chile e Taiwan adotaram regimes muito distintos de política econômica: o governo chileno seguiu à risca o que foi ensinado, enquanto Taiwan decidiu seguir orientação de política econômica radicalmente diferente. “E eles conseguiram resultados melhores do que os chilenos, sob qualquer ponto de vista”, disse Appelbaum em entrevista que tive o deleite de fazer com ele, dias atrás.

Outro tema importante do livro é justamente sobre o julgamento moral que economistas fizeram (ou melhor, deixaram de fazer) ao prestar serviços para governos que atentaram contra valores universais, como direitos humanos e o meio ambiente.

Até o governo Trump começar, em janeiro de 2017, a última experiência dos Estados Unidos com um governo francamente populista e com valores explicitamente distorcidos ocorrera há cerca de um século. Este dilema, então, não se apresentava claramente para economistas daquele país quando decidiam prestar serviços para seu governo, qualquer que fosse a coloração ideológica do presidente de turno. Mas trata-se de um dilema muito vivo e lamentavelmente frequente em países como o Brasil.

Por um lado, como cidadão, ter economistas gabaritadas e técnicos experientes em cargos-chave é melhor do que não ter: trata-se de uma salvaguarda em pelos menos uma área que seja da administração pública. Por outro, o “cupim de rói reputações” deve ser inclemente. Não se pode prestar serviços a um governo em geral abjeto, qualquer que seja ele, e supor que se sairá sem respingar um pouco da sujeira em seu currículo. Vale para a direita e para a esquerda.

Este é um dilema vivo. Não há uma resposta simples e direta e, suponho, nunca haverá. Mas me parece evidente que precisamos todos discutir mais sobre isso.

Este texto aqui para A Terceira Margem busca justamente isso. A seguir, a íntegra de minha conversa com Appelbaum. Ela foi originalmente publicada como parte do “Projeto Prêmio Nobel de Economia”, organizada junto ao Terraço Econômico.

Íntegra da entrevista:

João Villaverde: Gerações e gerações de economistas, no mundo todo, foram formadas com arcabouços teóricos que se provaram insuficientes ou simplesmente errados, como o caso da dramática expansão monetária por anos a fio desde 2009 sem que a inflação tenha sequer se movido nos países ricos. Isso parece ter sido agravado neste 2020, o ano da pandemia, quando os bancos centrais mundo afora dobraram a aposta na larga emissão de moeda. O mesmo vale para a curva de Phillips, inviabilizada pelas evidências: o mercado de trabalho nos EUA testou o pleno emprego por anos consecutivos até o início de 2020 e nada de inflação. Quer dizer, a realidade prática acabou negando, ou ao menos tornou nublada, a aceitação cega a achados teóricos de economistas muito relevantes, alguns dele vencedores do Nobel, inclusive. Como você acha que evoluirá o pensamento dos economistas a partir de agora?

Binyamin Appelbaum: Me parece claro que os economistas serão mais humildes, ao menos um pouco mais, a partir de agora. Exatamente como você descreveu, os economistas transformaram suas hipóteses em verdades absolutas, tendo em seguida levando suas conclusões a manuais de política econômica. Francamente, algumas dessas ideias não tinham uma fundamentação por evidências muito robusta. O mundo teórico supera em muito as evidências da realidade. Mas acho que o pressuposto mais importante que assistimos nos últimos anos é o de que existe uma macroeconomia cujos instrumentos podem ser facilmente administrados. Como se os economistas fossem os astronautas que olham para a Terra. Quero dizer: se você está olhando para aquilo, você pensa que pode manipulá-la. Esse pressuposto levou a uma explosão de teorias econômicas, a maior parte delas tendo sido expressadas com grande confiança por seus fundadores e seguidores. Houve então o surgimento de teorias impressionantes, ditando como precisamente a política econômica deve ser conduzida, com a teoria servindo de evangelho, sendo que pouco – muitas vezes nada! – é confirmado por dados e evidências. A Curva de Phillips é um dos exemplos. Ela dominou a teoria econômica e mesmo a política monetária praticada pela maior parte dos bancos centrais, a despeito do teórico ter dados de um único país e a partir deste extrapolado para todos os demais. É surpreendente como rapidamente os economistas acreditam em teorias com muitos poucos dados subjacentes. Nos últimos anos, o avanço tremendo da organização de dados e levantamento de informações tem feito com que todos nós entendêssemos melhor como uma economia realmente funciona. Esse período pedagógico tem derrubado muitas das teorias que considerávamos indiscutíveis.

JV: Em seu livro, você cita uma série de economistas, muitos dele com prêmio Nobel na área, que foram determinantes para o debate nos anos 1960 e 1970 e a partir dos anos 1980 ganharam o primeiro plano de política econômica nos países ricos e também nos mais pobres. Alguns deles toparam auxiliar, direta ou indiretamente, ditaduras e regimes autocratas, à esquerda e à direita. O caso mais conhecido aqui na América do Sul é a associação direta que gabaritados economistas americanos, muitos ligados à Universidade de Chicago, tiveram com a ditadura do general Augusto Pinochet, no Chile. Este, aliás, é o tema de um dos capítulos mais interessantes de seu livro. Você poderia comentar um pouco sobre essa associação entre economistas que aceitam trabalhar para governos anti-liberais, anti-democráticos?

BA: Esta é uma ótima pergunta. Me leva a pensar sobre a responsabilidade moral dos economistas. Aqueles que aceitam prestar serviço à governos populistas ou simplesmente nefastos, sem dividir o pensamento com a linha geral do governo, o fazem por acreditar ser possível se engajar tecnicamente, sem ter grau algum de responsabilidade pelo que o governo que paga seu salário faz em outras áreas, como ambiental, sanitária, educacional e tantas outras. Entendo que muitos economistas pensam ter agido como técnicos, simplesmente técnicos. Nos casos que estudei, economistas se engajaram na política econômica de governos populistas ou mesmo de ditaduras acreditando ser possível tornar uma situação ruim em algo um pouco melhor. Eles buscaram uma justificativa moral para aquela decisão. No entanto, me parece claro que isso não pode ser feito de forma neutra. Você não pode servir de conselheiro de um governo ou, mais que isso, trabalhar para um governo, sem ser co-responsabilizado pelo que o governo faz. Você simplesmente não deve auxiliar um governo autoritário, que viola direitos humanos. Mas o que mais me incomoda é quando há, na história e mesmo no presente, economistas que entendem ter autoridade para colocar de pé uma política econômica incompatível com a democracia.

JV: Como assim?

BA: Veja, o que ocorreu no Chile durante a ditadura Pinochet é revelador. A política econômica colocada em vigor naqueles anos já tinha sido apresentada como plataforma eleitoral em diversas campanhas no país e ela fora sempre derrotada pelo eleitorado chileno. Então quando os economistas, sob Pinochet, se aproveitam de um estado de exceção para colocar em marcha aquelas ideias, eles estão usufruindo de uma situação não-democrática. Repare que não estou julgando o mérito das ideias, mas sim o fato de que elas não respeitaram a democracia. Não foi apenas no Chile, dado que na Indonésia ocorreu algo parecido. Esses são casos radicalmente distintos do que ocorreu na Inglaterra sob o governo de Margaret Thatcher (que assumiu em 1979). Ela venceu as eleições e tinha, portanto, liberdade democrática para implementar a política econômica vitoriosa.

JV: Por todo o seu livro fica claro o papel que o debate público ofereceu aos economistas, especialmente nos Estados Unidos. Stigler, Friedman e tantos outros, buscaram incessantemente convencer a sociedade e os policy makers em particular sobre suas ideias e teorias. Muitos anos antes, ainda na década de 1920, isso já estava claro para Keynes, que publicou um conjunto de ensaios sob o título “Ensaios sobre Persuasão”, quando ele deixa claro seu interesse em formar percepção, em convencer. Então te pergunto, Appelbaum, à luz do seu livro sobre o papel das ideias de economistas influenciando políticas públicas e também a sua prática como jornalista no New York Times, qual foi o papel dos meios de comunicação para os economistas?

BA: Essa é uma pergunta interessante. Aliás, este tem sido o principal ponto das interações que tenho tido com economistas aqui nos EUA depois que publiquei o livro. Muitos dizem que seu papel no debate público não é o de moldar a realidade, não é de influenciar a política econômica, mas tão somente o de oferecer aconselhamento sobre boas práticas. Pode ser que sim, mas minha pesquisa sobre aquele momento transformador, de quando o debate vaza da academia americana, nos anos 1950 e 1960, para a política pública, a partir da década de 1970, tem papel preponderante dos meios de comunicação. Veja: é muito difícil para um governo se engajar em uma determinada política se ela não estiver subscrita pelos economistas no debate público. Isso é verdade aqui nos EUA e me parece ser o caso em boa parte do mundo hoje em dia. Há áreas de políticas públicas, por exemplo, que foram totalmente terceirizadas para os economistas, como a política monetária. Em outras, como política fiscal, o papel dos políticos como intermediadores ainda permanece forte, mas mesmo aí as vozes dos economistas no debate público têm muita relevância.

JV: Aliás, sobre isso, me chamou muito a atenção no seu livro a forma como alguns republicanos fizeram para votar pelo aumento de impostos em outubro de 1990, no governo George H. Bush: de forma escondida, quase que sorrateira, porque já havia naquele momento a dificuldade eleitoral de ser visto votando junto dos Democratas e porque esse tema tributário já estava prestes a virar um dogma para os Republicanos…

BA: Sim. Aqui nos EUA, a política tributária tem um partido que há trinta anos cerra fileiras nessa bandeira de redução de impostos. Em muitos casos, a posição é puramente ideológica, tem pouca justificativa técnica. Neste sentido, os economistas que oportunisticamente defendem algo semelhante acabam servindo de anteparo intelectual para uma posição que é, na realidade, apenas política, dogmática até.

JV: Você traz frases geniais do Stigler, como aquela sobre a primazia de modelos (na página 139 da edição original, em inglês). Este, inclusive, é um debate muito vivo no campo, especialmente economistas que vivem de pesquisa acadêmica ou aplicada e aqueles que trabalham com políticas públicas ou no setor produtivo privado.

BA: Os críticos dos economistas costumam dizer que eles são idiotas que acreditam que os mercados são totalmente racionais e que o consumidor comum é absolutamente racional. Economistas como Stigler e Friedman (dois prêmios Nobel) sabiam muito bem que as pessoas não atuam de forma perfeitamente racional. Eles sabiam disso. Mas argumentavam que era possível obter melhor resultado de seus modelos se fossem assumidos como premissa de que sim, pessoas e mercados são racionais. Eles e as gerações de seguidores não estavam errados em usar essa abordagem, mas sim por terem levado longe demais. Os mercados nem sempre são eficientes. Você faz um trabalho melhor como economista assumindo que são ou que não são? Não é claro qual rota é preferível. Temos aprendido cada vez mais sobre o funcionamento das coisas. Mas acho importante ter em conta que há real valor em como esses economistas que mencionamos fizeram seus trabalhos.

JV: Você conta em determinado momento de seu livro uma história do Paul Volcker (ex-presidente do Fed, falecido meses atrás) envolvendo o economista William Sharpe (prêmio Nobel de Economia). Volcker conta que certa vez conversava com Sharpe sobre os derivativos no mercado financeiro. Eis então que aquele perguntou a Sharpe se, afinal, os derivativos e o conjunto de inovações financeiras adicionavam alguma coisa ao crescimento econômico. “Nada”, respondeu Sharpe, adicionando que “eles são mesmo muito divertidos”. Tomo esse ponto para destacar como às vezes o cidadão médio é instado a acreditar que essa miríade de instrumentos financeiros não é apenas isso, instrumentos financeiros, mas que também exercem grande importância para o desenvolvimento econômico.

BA: Sem dúvida, sem dúvida. Devo dizer que gastei muitas horas de minha vida com Volcker, que renderam grandes e boas conversas. Ele era uma pessoa fascinante. Sobre este ponto que você destacou, ele estava deixando claro que os derivativos financeiros, essa invenção já muito antiga, trazem embutido um risco elevado. É até incrível que nós temos que dizer isso, né? Inovações financeiras não são necessariamente boas. Existem criminosos inteligentes. Não podemos nos esquecer nunca disso. Aquela visão preponderante no pré-2008, de que o mercado financeiro era tão eficiente que simplesmente tornava quase impossível a prática de atos errados, é embaraçosa. Para dizer o mínimo. Era, aliás, a visão professada por Alan Greenspan [ex-presidente do Fed e personagem importante do livro de Appelbaum]. É vergonhoso que Greenspan tenha se engajado nessa visão Poliana.

JV: Seu livro traz grandes insights sobre a evolução do pensamento econômico e como políticas públicas em várias áreas (primeiro em regulação, depois em política monetária, gastos militares, chegando em educação, política comercial e outros segmentos) passaram por uma verdadeira revolução conforme aumentava o envolvimento dos economistas com elas. Seja de forma direta, com economistas virando policy makers, seja indireta, a partir da interação dos economistas com o mundo do Direito, da Ciência Política e da Administração Pública. Seu livro mostra casos de sucesso e casos de fracassos retumbantes. Como fazer para que teorias sabidamente erradas, políticas obviamente fracassadas, não sejam repetidas em um futuro próximo?

BA: Isso me inquieta também, João. É mais difícil mudar mentes do que personalidades. O comunismo, por exemplo, foi um desastre absoluto para todos aqueles que viveram sob regimes comunistas em qualquer lugar do mundo. Mas o mesmo comunismo acabou beneficiando aqueles que viviam em sociedades capitalistas. Porque, goste ou não, o comunismo – e especialmente a propaganda comunista – forçava administrações em países capitalistas a trabalharem melhor, perseguindo sociedades melhores. O fim do comunismo certamente foi positivo, novamente, para aqueles que viviam sob a chaga desses regimes, mas por outro lado, ele reduziu em muito a pressão sobre os países capitalistas. A perda de medo de uma alternativa, dado que ela deixou de existir na prática, acabou levando a intensificação de movimentos muito negativos para a maior parte das pessoas em países ricos. Um conjunto de políticas foi desarticulado, levando a maior concentração de renda e a questionamentos muito profundos. Nós temos que encontrar um jeito de aumentar a competição no mercado de ideias.

JV: Neste sentido, Appelbaum, seu capítulo sobre Taiwan e Chile me vem à cabeça.

BA: Exatamente. Aquela “competição” foi importante. É digno de nota que Taiwan tenha, mais ou menos na mesma época do Chile sob Pinochet, adotado uma mudança de eixo em sua política econômica. Mas enquanto o Chile ditatorial adotou aquele conjunto de políticas que conversamos há pouco, Taiwan adotou uma estratégia de política econômica totalmente distinta. E eles conseguiram resultados melhores, sob qualquer ponto de vista, do que os chilenos. Quero dizer: não podemos pensar que estamos presos a uma forma de fazer as coisas, a um punhado de teorias que não podem ser questionadas.

JV: Perfeito. Minha última pergunta, Appelbaum, é quanto a sua motivação para escrever The Economists Hour. O que te levou a escrever este livro?

BA: Bem, eu escrevo sobre economia há mais de 15 anos. Tempos atrás, eu li “Prophets of Regulation”, de Thomas McGraw, que traça a evolução das ideias sobre como o governo deve agir em regulação de setores econômicos. O livro narra essa evolução do pensamento, dominado por advogados, mas tendo como eixo a política pública de regulação. Houve uma revolução mesmo na forma como os governos passaram a encarar a regulação, a partir dos anos 1970. A regulação de aviação civil, de telecomunicações, de energia e minérios e assim por diante. Eu, até então, não tinha dado muita importância a essas mudanças e, principalmente, como era o estado de coisas antes dos anos 1970 e como propriamente aquelas mudanças foram discutidas na sociedade e implementadas. Então comecei a ler mais, a estudar e depois a pesquisar, organizar o pensamento. Fui para outras áreas de políticas públicas, chegando mais próximo da macroeconomia. Como os economistas passaram a se envolver com diferentes áreas de atuação, com políticas públicas e com o debate político. O livro é resultado dessa inquietação.

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