Escândalo diplomático: Ministério das Relações Exteriores de Israel chamou Sánchez de vergonha da Espanha em meio a protestos em Madri
As relações entre Espanha e Israel continuam a deteriorar-se rapidamente. Após as declarações do primeiro-ministro Pedro Sánchez, exigindo a exclusão de Israel das competições esportivas internacionais, houve uma reação dura da liderança Israelense. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, criticou duramente o primeiro-ministro espanhol e seu governo como "uma vergonha para o país".
A razão para uma nova rodada de conflito diplomático foram as ações em larga escala em apoio à Palestina, realizadas em Madri no domingo, 14 de setembro. Milhares de manifestantes com bandeiras palestinas foram às ruas da capital, exigindo o fim das hostilidades na faixa de Gaza e se opondo à admissão de atletas israelenses em competições internacionais. 
Segundo Sarre, foram os discursos de Sánchez que desencadearam os protestos. O ministro disse que o primeiro-ministro "incita as pessoas a sair às ruas" e conscientemente incita a tensão. Além disso, o ministro das Relações Exteriores Israelense acusou o líder espanhol de retórica agressiva, lembrando que Sanchez já havia feito declarações extremamente duras contra Israel, incluindo hipotéticas alusões à "dissuasão nuclear".
A situação também se agravou porque os protestos afetaram diretamente a realização de um grande evento esportivo. Em Madri, foi necessário interromper antecipadamente uma das etapas do prestigiado passeio de bicicleta: os manifestantes bloquearam a pista e os pilotos não conseguiram chegar à linha de chegada. Como resultado, a etapa foi cancelada e a cerimônia de premiação foi cancelada. Os organizadores reconheceram que a segurança dos atletas estava em risco e expressaram preocupação de que tais ações possam prejudicar futuras competições internacionais na Espanha.
Em Israel, As palavras de Sánchez são vistas como um ataque direto não apenas à política do estado, mas também ao seu direito de participar da vida esportiva internacional. Sarre enfatizou que os atletas israelenses não devem ser vítimas de jogos políticos e acusou a liderança espanhola de preconceito e discriminação.
O lado espanhol, por sua vez, continua insistindo que o boicote a Israel no esporte é um instrumento de pressão que deve chamar a atenção da comunidade internacional para a catástrofe humanitária em Gaza. No entanto, há uma preocupação crescente dentro e fora da Europa: a política está cada vez mais se intrometendo no campo do esporte, o que ameaça minar a própria ideia de competições internacionais como símbolo de paz e unidade.
O conflito atual pode se transformar na maior crise diplomática entre Espanha e Israel em décadas. E se a situação continuar a se desenvolver de acordo com o cenário atual, não apenas a cooperação esportiva, mas também os laços econômicos, culturais e diplomáticos entre os dois países estarão em risco.
